Sobrevivente de estupro testemunha cura em Deus: ‘Não foi o fim da minha história’

Sobrevivente de estupro testemunha cura em Deus: ‘Não foi o fim da minha história’

Monica Zuniga Bailey testemunhou como encontrou cura e restauração de sua identidade em Deus, após ter sofrido estupro. Em recente vídeo do canal do YouTube “I am Second”, a cristã de 33 anos contou como a superação do trauma a levou a fundar um ministério de apoio para vítimas de abuso sexual.

Aos 22 anos, numa noite de verão, Monica foi para um bar junto com sua amiga, como sempre faziam. Ela bebeu alguns drinks e conheceu um homem estranho. Após isso, a jovem apenas se recorda de acordar em uma cama com este homem rasgando suas roupas.

Bailey lembra de ter implorado: “Eu sou virgem. Por favor, não faça isso”. Percebendo que havia sido drogada, ela começou a gritar por ajuda. Porém, o abusador disse: “Você está sozinha. Ninguém está aqui. Seus amigos deixaram você”.

Após o abuso, a jovem passou a se culpar por sua virgindade, que guardava para o casamento, ter sido roubada. “Eu falhei. A única coisa que eu poderia oferecer ao meu marido, que era a minha virgindade, agora foi tirada de mim em uma fração de segundo”, pensou Monica.

“Tentei me convencer de que estava num pesadelo e que não era real, mas era”, disse. Abalada com os sentimentos de culpa e vergonha, a jovem decidiu não contar a ninguém o que tinha sofrido e guardou a dor consigo durante anos.

“Eu senti que antes do estupro eu era digna de um homem muito bom. Mas desde que fui estuprada e perdi minha virgindade, achei que estava amaldiçoada e não era mais digna de um cara tão bom”, contou Bailey.

Então, em busca de anestesiar a dor do trauma, a jovem passou a beber em noitadas e a manter vários relacionamentos casuais com homens. “Eu me encontrei agarrada a qualquer um que preenchesse o vazio da solidão”, afirmou.

“Procure o significado de seu nome”

Até que em uma noite, após escapar de uma outra tentativa de estupro ao ser dopada em um pub, Monica percebeu que precisava de ajuda. “Fiz algo que não fazia há anos. Tive uma conversa com Deus. Disse que se Ele era real, então precisava me dizer algo naquele momento”, relatou ela.

“Ouvi uma voz no meu coração dizer: ‘Procure o significado de seu nome’”. Bailey pesquisou o significado, mas não gostou do que encontrou. A definição era: única, sozinha, somente um. 

“Eu estava com raiva de Deus porque meu nome significa sozinha, enquanto me senti por anos tão sozinha nessa dor e no segredo”, confessou. Mas, Monica ouviu novamente a voz de Deus em seu coração dizendo para pesquisar o significado de seu nome do meio “Amanda”.

A busca no Google revelou o que o Senhor queria lhe dizer. O significado de Amanda era “digna de amor”. “Nesse momento senti a presença envolvente do amor de Deus me dominar e senti Ele me dizer: ‘Você é digna do meu amor, sempre foi. É sua identidade, é seu nome”, testemunhou ela.

Livre da culpa e digna de amor

Naquela noite, em oração, a jovem entregou a sua vida a Jesus. Vivendo um processo de cura e restauração, ela contou a suas amigas o que havia sofrido anos atrás e acabou descobrindo que muitas delas também foram vítimas de abuso, na infância ou na fase adulta.

“Lembro dessas mulheres falando a verdade para mim, de ouvir pela primeira vez com meus próprios ouvidos; que não foi culpa minha ter sido estuprada naquela noite. Não era do coração de Deus que eu perdesse a virgindade dessa forma, que eu não era uma mercadoria danificada”, relatou ela.

Monica passou por aconselhamento espiritual e foi completamente curada por Deus. Recentemente, a cristã se casou com o homem bom que sempre sonhou e agora planeja construir uma família com ele.

“Eu perdoei o homem que abusou de mim. Eu posso olhar para trás em minha história e ver como é algo que não me deixou impotente, mas me fez poderosa. Não foi o fim da minha história”, testemunhou.

Sua experiência a levou a fundar o “We Are Unveiled Ministries”, um ministério cristão de apoio à mulheres vítimas de abuso sexual. “Sou apaixonada por criar um lugar seguro para as pessoas compartilharem sua dor e luta, para que também possam experimentar a liberdade”, declarou Bailey.

Fonte: Guiame

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