“Nenhum homem completa o vazio que Deus preenche”, testemunha ex-cafetina

“Nenhum homem completa o vazio que Deus preenche”, testemunha ex-cafetina

Quando Pamela Hillman era cafetina em uma pequena cidade nos Estados Unidos, ela era conhecida como Queen Pam. “Eu não queria vender minha alma pro diabo, mas eu não sabia como sair”, ela contou ao programa 700 Club.

Pamela foi abusada pelo próprio pai aos 5 anos de idade, enquanto sua mãe trabalhava como “coelhinha” para a Playboy. Seus pais se separaram depois disso, mas os abusos continuaram por outros familiares.

Com apenas 9 anos, Pamela se deparou com um cigarro de maconha em sua casa e fumou pela primeira vez. Com o passar dos anos, na adolescência, ela passou a usar drogas mais pesadas — mas era através do sexo que ela tentava suprir sua necessidade de ser amada.

Aos 20 anos, Pamela já tinha se casado três vezes e se prostituido. Seus clientes e os homens de sua vida confirmaram o que ela já acreditava. Ela passou a vida acreditando no que ouvia dos homens: que “era uma prostituta”, “uma vergonha” e “suja”.

Ela ouviu algo diferente pela primeira vez através de uma amiga de sua avó, que dizia: “Esta aqui é especial. Ela vai fazer grandes coisas para Deus um dia”, Pamela lembra.

Essas palavras voltaram à tona quando Pamela tinha 26 anos e uma agulha na mão, pronta para injetar uma overdose letal de cocaína em sua veia. “Eu tinha feito uma oração antes de fazer isso: 'Deus, se você é real, me ajude, me resgate. Eu preciso de Ti'. Eu ouvi aquela voz novamente: 'Você não pertence aqui. Você vai fazer grandes coisas para Deus'. E eu ouvi a voz da minha avó. Eu ouvi as orações dela naquele momento.”

Recomeço e recaída

Pamela desistiu de tirar sua vida e foi para a reabilitação. Ela aceitou Jesus e foi à igreja por dois anos. Mas um momento de fraqueza a levou de volta ao passado.

“Quando eu dormi com um homem, algo desencadeou em mim. Eu tive uma recaída porque não conseguia lidar com aquela vergonha e culpa novamente. Eu era indigna de estar na presença do Senhor, de ser uma filha de Deus”, ela achava.

Um momento de fraqueza se transformaram os próximos 25 anos da vida de Pamela, marcados pelas drogas, prostituição e várias passagens pela prisão. Morando nos arredores de Atlanta, ela se tornou uma traficante de drogas e cafetina muito bem-sucedida.

“Eu sabia como ganhar mais dinheiro nesse setor. Era muito dinheiro. eu sentia que estava realmente fazendo um favor a essas garotas, as tirando desses cafetões por pouco ou nada de dólares, e recebendo milhares de dólares desses grandes empresários [que eram clientes]”, justificou Pamela.

Em 2010, Pamela foi presa por porte de drogas e condenada a cinco anos de prisão. Na cela, com uma Bíblia nas mãos, ela voltou a entregar sua vida a Cristo. “Tive que me arrepender de toda a prostituição, de ser cafetina e fazer com que outras pessoas pecassem, de usar meu corpo, de usar drogas”, conta.

“Ele me preencheu com o Seu poder, com a Sua essência, com o Seu amor”, ela acrescenta. “Deus se tornou o pai que eu sempre procurei. E não há homem que possa preencher o vazio que Deus Pai pode preencher.”

Pamela também perdoou seus agressores, os entregando diante de Deus. “Ele não só curou meu coração, mas curou o coração daqueles que eu estava orando e os trouxe a Cristo”.

Pamela iniciou um ministério de leitura bíblica no presídio e conseguiu compartilhar o Evangelho com outras detentas. Depois de cumprir 18 meses de prisão, ela foi liberada em 18 de novembro de 2011.

“Eu sabia que meu propósito agora era sair e ajudar os desprivilegiados, ajudar os menos afortunados, ajudar aqueles que estão perdidos e esquecidos nas paredes da prisão”, disse Pamela.

Hoje, ela está à frente do Ministério LifeChangers Legacy, é casada e tem sua família. Desde 2010, ela está livre do vício e não voltou a olhar para trás. “Não importa o que você passou na vida. Existe uma saída e é Jesus. Permita que Ele ministre cura e te guie para o propósito que Ele tem para a sua vida.”

Fonte: Guiame

Postar um comentário

0 Comentários